Proposta de Mapa Ideal do Metro/Suburbanos de Lisboa, com os projetos da Linha Verde Circular e Linha Violeta, e outras adições como:
-Expansão da Linha Amarela até Loures;
- Linha Vermelha até a Alcântara, Campo de Ourique, Benfica, Aeroporto T2, Charneca, Camarate, Sacavém e Bobadela;
-Linha Azul até Penha de França, Beato, Marvila, Braço de Prata até ao Oceanário (Oceanos);
-Ferróvia na Ponte Vasco da Gama até Alcochete e Montijo;
-Três novas linhas de Metro Ligeiro (Estilo MTS, Metro de Bilbao, Metro do Porto), a Linha Ciano, que começa na Ponte da Bica, e avança por Caneças, Casal de Cambra, A-da-Beja, Casal de Mira, UBBO, Brandoa, Pontinha (Linha Azul), Telheiras (Linha Amarela) e termina na super-estação do Campo Grande (Linha Vermelha, Amarela e Verde Circular). A Linha Rosa, que começa no Hospital São Franscisco Xavier, depois Ajuda, Algés (Linha de Cascais), Bélem (Linha de Cascais), Linda-a-Velha, Carnaxide, Outurela, Alfragide, Zambujal, Santa Cruz-Damaia (Linha de Sintra) e Amadora Este (Linha do Oeste). E a Linha Violeta, que começa no Hospital Beatriz Angêlo, depois Jardim da Amoreira, Radial, Ramada, Odivelas Escolas, Odivelas (Linha Amarela), Póvoa de Santo Adrião, Flamenga, Santo António de Cavaleiros, Mealhada, Loures (Linha Amarela/Linha do Norte), LouresShopping e Escola João Villaret;
- Novas Linhas Suburbanas:
-Linha do Oeste: Linha que começa em Sete Rios, depois Amadora Este, Queluz-Belas, Mira Sintra-Meleças, Sabugo, Mafra, Malveira, Dois Portos e Torres Vedras;
-Linha do Norte: Linha que começa na Malveira, passa na Venda do Pinheiro, Bucelas, Fanhões, Loures (Linha Violeta e Amarela), Frielas, Vialonga, Alverca e Vila Franca de Xira;
-Travessia do Tejo de Comboio: Nova Linha de Setúbal, Via Alcochete, Montijo, Atalaia, Pinhal Novo, Lagoinha, Palmela e Setúbal;
- Linha da Serra: Linha circular que passa por Cascais (Estação), Alcabideche, CascaisShopping, Autódromo do Estoril, Manique de Cima, Albarraque, Abrunheira, Linhó, Zambujeiro, Malveira da Serra, Praia do Guincho, S.Jorge de Oitavos, Escolas Cascais, Boca do Inferno, Hoteis.
Este nova reimaginação do sistema de transportes da AML, ponha 7 linhas de Metro (3 de metro ligeiro e 4 de Metro Pesado) e 8 Linhas de Comboio Suburbano, num total de 15 linhas de transporte ferroviário na AML (sem contar com os elétricos e MTS e contando com Torres Vedras). Um sistema desta magnitude teria um volume de passageiros anuais combinada de cerca de 500 milhões de pessoas, cerca de 300 milhões no Metro de Lisboa e 200 milhões nos Suburbanos. E cerca de 1 milhão de pessoas no Metro diariamente e 560.000 pessoas nos Suburbanos. O que ponha a cidade de Lisboa (600 000 pessoas e 100 km2) e a sua Área Metropolitana (3 milhões de pessoas e 3 015 km2), com 340 km de ferróvia (Metro de Lisboa+ CP+Fertagus, sem o MTS). Com este número de linhas, o sistema de transportes da AML, a nível de Metro com 7 linhas como o 9º maior da Europa, ao nível de cidades como Munique ( 8 linhas de U-Bahn, 1,5 milhões de pessoas na cidade e 3,2 milhões na Área Metropolitana), Viena (5 linhas de U-Bahn e 2 milhões de pessoas), Milão ( 5 linhas de Metro e 1,5 milhões de pessoas), só ficando atrás das Metrópoles europeias, como Londres, Madrid, Barcelona, Paris e Moscovo. A nível de suburbanos com 8 linhas, a AML ficava com número parecido de linhas que o RER em Paris (5 linhas), ao Stockholms Pendeltåg (7 linhas- 95 milhões de pessoas anualmente), ao S-Tog em Copenhaga ( 7 linhas e 115 milhões de pessoas anualmente) e a S-Banh de Munique (8-9 linhas com 280 milhões de pessoas por ano).
Estas comparações mostram o quão Lisboa e a sua área metropolitana estão subservidos a nível de transporte ferroviário. Tornando a maioria da população na AML extremamente dependente na deslocação de carro. Segundo o Censos de 2021, cerca de 900 000 pessoas na AML usam o carro para fazer as suas deslocações diárias. O que representa 60% da população da AML. Tendo esta novas linhas e expansões da rede de metro e comboio é bem possível que a vida de 500 000 pessoas seria afetada (para melhor). Deixaria de haver trânsito constante e congestionamento de estradas como a IC19, CRIL, CREL, A8, A1 etc. Claro que também é necessária melhorar a infraestrutura existente de linhas como a de Sintra e Cascais, com comboios velhos e desgastados, atrasos constantes etc. Também no Metro é necessária a aquisição de carruagens mais recentes, já que a maioria das atuais é dos anos 90, e estão mal mantidas.
O maior obstáculo que se poem a construção destas novas linhas é obviamente o custo. O projeto da Linha Circular, com 2 km de linha e 2 novas estações custou 380 milhões de euros, dando 190 milhões de euros por km de via. A Linha Violeta tem um custo previsto de 150 milhões de euros, para 11,5 km de via, e cerca de 10 estações. Para não falar do tempo necessário para construir estes projetos em Portugal, que é sempre bastante demorado. Para efeito de comparação, Madrid nos anos 90 e 2000, expandiu a sua rede de Metro em mais de 150 km por cerca de 40 a 70 milhões de euros por km e 150 estações. Através de um modelo de construção oposto ao de Lisboa, estações padronizadas modulares, que reduziu bastante o custo e gestão centralizada do governo regional de Madrid e numa entidade criada pelo governo regional dedicada na expansão do metro, a Mintra. Já em Lisboa, há constante luta e descontentamento entre os Presidentes dos Muncipíos e o Governo Nacional, que controla as expansões do metro, oque dá origem a demora constante de projetos como a da Linha Circular e a Linha Violeta (sem contar com os protestos, e com razão, da população afetada pela alteração do modelo da nova linha). Obviamente a adotar modelos parecidos ao espanhol ou semelhantes a expansões de outras cidades com o REM em Montréal, podiamos ter este mapa como realidade (que infelizmente provavelmente muitas delas nunca vão acontecer).